terça-feira, 8 de junho de 2010

Por que não o Araújo Vianna?



No domingo pela manhã, tive a oportunidade de apreciar o concerto da Banda Municipal de Porto Alegre , no chamado espaço Vonpar, Multipalco – Concha Acústica do Theatro São Pedro. Para quem não conhece ainda, trata-se de um pequeno anfiteatro ao ar livre. Foi um momento ímpar de curtir o sol de domingo ao som das composições de músicos brasileiros.

Naquele momento não pude deixar de pensar no desperdício que é o Auditório Araújo Vianna estar com suas portas fechadas há 5 anos. Veja bem, não são cinco meses, são 60 meses! Um belo espaço, no coração do Parque Farroupilha, com capacidade para 4,5 mil pessoas, completamente abandonado.

A tese para fechamento do Araújo era o risco de queda da estrutura. Repito aqui pergunta que ouvi do deputado estadual Raul Pont: por que não retiram a cobertura e liberam para uso imediato? Foi exatamente isso que lembrei no concerto de domingo. Ele poderia estar ocorrendo no meio da Redenção, com aquela excelente música atraindo centenas de pessoas para um Araújo Vianna ao ar livre. Sol, chimarrão e concerto com a Banda Municipal de Porto Alegre. Que bela combinação!

Se você é daqueles ou daquelas que leu e pensou: e se tivesse chovendo? Basta uma olhada na foto da década de 70, de uma assembléia do CPERS Sindicato, que transformou o Araújo num mar de sombrinhas guarda-chuvas. Quando se quer, se vai. Faça chuva, faça sol!

sábado, 5 de junho de 2010

Selvageria Sexual

É a cartola que chama para o artigo entitulado "Guerra contra as Mulheres", de Claudio César Dutra de Souza, publicado no Caderno Cultura da Zero Hora deste sábado, 05 de junho. O artigo trata do documentário de duas cineastas holandesas - Arma de Guerra, Confissões de Estupro no Congo - segundo a tradução.

De acordo com Souza, o documentário é uma sequência do "Combatendo o silêncio - Violência SExual contra as mulheres no Congo". Em ambos, a proposta é retratar a brutalidade dos estupros em massa que ocorrem no Congo desde a década de 1960.

A partir dos documentários, o artigo de Souza, que é Psicólogo Clínico e Mestrando em Sociologia na Universidade de Paris, faz um breve histórico de guerras em diferentes culturas e décadas. O resultado é sempre o mesmo: "as mulheres dos territórios conquistadoseram consideradas butins de guerra, logo, de livre uso pelos soldados triunfantes".

A artigo destaca, ainda, que em 2008, a a ONU reconheceu oficialmente que o estupro é uma arma de guerra. Todos os elementos apontados no artigo reforçam cada vez mais as campanhas feministas contra a guerra e a favor da desmilitarização.Nessas disputas, são as vidas das mulheres e das gerações futuras que estão ameaçadas, seja pela morte, seja por feridas que jamais cicatrizarão em suas almas.